André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que um magistrado não deve entrar na carreira com a intenção de ficar rico. Segundo ele, a magistratura oferece boa remuneração, mas exige controle das despesas e compromisso com a sociedade e a Justiça.
A declaração ocorreu na sexta-feira (21), durante o 5º Seminário Nacional da Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo.
Mendonça fala sobre dinheiro e magistratura
Durante o evento, Mendonça afirmou que a carreira proporciona uma condição financeira acima da média da população brasileira. No entanto, o ministro ressaltou que uma boa remuneração não elimina a necessidade de controlar os gastos.
Além disso, Mendonça defendeu que o dinheiro não deve ser o principal objetivo de quem escolhe a magistratura. Para ele, o exercício da função precisa priorizar o serviço à sociedade e à Justiça.
O ministro também afirmou que o cargo exige responsabilidade e dedicação. Portanto, segundo Mendonça, quem pretende seguir a carreira jurídica deve considerar as obrigações da profissão antes de pensar em ganhos financeiros.
Ministro do STF relata pressão do cargo
Mendonça também comentou a experiência de integrar o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, os dois primeiros anos no tribunal foram marcados por dificuldades pessoais.
Ao falar sobre a chegada ao STF, o ministro destacou que ocupar uma cadeira na Corte representa o ponto mais alto da carreira jurídica. Entretanto, ele afirmou que o cargo também traz responsabilidades maiores.
Além disso, Mendonça disse que os ministros continuam enfrentando problemas pessoais e profissionais. Por isso, ele avaliou que a posição no Supremo não elimina as dificuldades do cotidiano.
Mendonça defende serviço à sociedade
Durante o seminário, o ministro também aconselhou estudantes e profissionais que pretendem seguir carreira no sistema de Justiça.
Segundo Mendonça, o objetivo principal deve ser servir à Justiça e à sociedade. Dessa forma, dinheiro e poder não devem ocupar o centro das decisões profissionais.
A fala ocorreu em um evento voltado a magistrados e estudantes de Direito. Além disso, Mendonça participou da programação acadêmica do seminário, que teve apoio de entidades ligadas à magistratura.
Ministro afirma que magistrados continuam sendo humanos
Mendonça também ressaltou que os ministros do STF não deixam de enfrentar problemas depois que chegam ao tribunal. Segundo ele, a posição de poder não transforma a vida pessoal dos magistrados.
Por outro lado, o ministro destacou que a função traz uma carga elevada de responsabilidade. Assim, ele defendeu que os profissionais do Judiciário mantenham o foco no propósito da carreira.
A declaração ocorre em um momento de discussões sobre remuneração, benefícios e conduta de integrantes do Judiciário. Nesse contexto, Mendonça afirmou que a magistratura deve ter como eixo o serviço à Justiça, e não a busca por riqueza.
O que disse André Mendonça
Ao abordar a relação entre carreira, dinheiro e poder, Mendonça afirmou que um magistrado não pode ter como objetivo principal enriquecer. Além disso, ele defendeu que os profissionais mantenham controle sobre as despesas e compreendam as responsabilidades do cargo.
Por fim, o ministro reforçou que a magistratura deve estar ligada ao serviço à sociedade e à Justiça.
