Os resultados preliminares da eleição na Suécia apontam vantagem do bloco de centro-esquerda, liderado pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson. A projeção indica que a oposição pode voltar ao poder após a votação realizada neste domingo (13).
No entanto, a disputa permanece apertada. Com a maior parte dos votos contabilizada, o bloco de centro-esquerda aparece com 176 cadeiras, enquanto a coalizão de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson soma 173 assentos. O Parlamento sueco possui 349 cadeiras.
Magdalena Andersson pode voltar ao cargo
Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata, ocupou o cargo de primeira-ministra entre 2021 e 2022. Agora, ela tenta retornar ao comando do governo sueco à frente de uma aliança de oposição.
Além disso, as primeiras projeções divulgadas pela televisão pública sueca indicaram vantagem para o conjunto dos partidos de oposição. A aliança reúne principalmente siglas de centro-esquerda, além do Partido do Centro.
Por outro lado, o resultado dos Social-Democratas não representa uma vitória expressiva. A legenda aparece com cerca de 28,1% dos votos, em seu pior desempenho em mais de um século, segundo os resultados preliminares.
Resultado ainda depende da apuração
Apesar da vantagem da oposição, a formação do próximo governo ainda depende da conclusão da apuração e das negociações entre os partidos.
O primeiro-ministro Ulf Kristersson ainda não reconheceu a derrota. Portanto, o cenário permanece aberto até a divulgação do resultado final.
Além disso, a margem estreita deve dificultar a formação de uma maioria estável. A apuração dos votos restantes, incluindo cédulas enviadas do exterior, pode modificar a distribuição final das cadeiras.
A eleição também chama atenção pelo desempenho dos Democratas da Suécia, partido de direita radical que perdeu espaço na votação. A legenda havia exercido papel importante no apoio ao governo de Kristersson.
























































