A Pesquisa BTG/Nexus divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições, mostra uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 50,5% das intenções de votos válidos, enquanto Lula registra 49,5%.
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Os votos válidos excluem os brancos e nulos. Portanto, a diferença de um ponto percentual indica um cenário de equilíbrio entre os dois candidatos na reta final da campanha. Além disso, a pesquisa foi realizada entre sexta-feira (23) e sábado (24), período que inclui o debate promovido pela TV Globo na noite anterior à divulgação.
O levantamento ocorre em uma eleição marcada pela polarização entre o petismo e o bolsonarismo. As duas forças políticas protagonizam a disputa presidencial pela terceira eleição consecutiva, enquanto os demais candidatos tiveram espaço limitado ao longo da campanha.
Pesquisa BTG/Nexus mostra disputa apertada
O instituto BTG/Nexus entrevistou 2.000 eleitores por telefone em todo o Brasil, entre os dias 23 e 24 de outubro. A pesquisa apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Além disso, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08234/2026. A margem de erro indica que os resultados estão sujeitos a variações estatísticas. Por isso, a diferença observada entre os candidatos deve ser interpretada considerando esse limite.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47,03% do total. Já Lula obteve 53,9 milhões de votos, correspondentes a 45,16%. Dessa forma, os dois candidatos avançaram para a etapa decisiva da eleição com uma diferença de desempenho relativamente estreita.
Campanha teve polarização entre Lula e Flávio
Durante a campanha, Lula e Flávio concentraram grande parte da atenção do eleitorado. Em contrapartida, os candidatos da chamada terceira via encontraram dificuldades para ampliar sua presença na disputa.
Uma das exceções foi o escritor Augusto Cury (Avante). Após o único debate do primeiro turno, Cury ensaiou uma reação e chegou a superar 10% das intenções de voto em levantamentos eleitorais. No entanto, perdeu força nas semanas seguintes e terminou o primeiro turno com 2,89% dos votos.
A campanha também foi marcada por discussões que ultrapassaram as propostas de governo. Entre os temas em disputa estiveram questionamentos sobre a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), controvérsias envolvendo a Meta e debates sobre a condição de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
Além disso, os candidatos e seus aliados protagonizaram embates na Justiça Eleitoral, em peças de propaganda e em denúncias de possíveis irregularidades. Também ganharam espaço promessas relacionadas à divulgação voluntária de sigilos bancários e telefônicos.


























































