O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que defende imigração como parte essencial da construção social e cultural do Brasil. A declaração ocorreu neste domingo (19), durante discurso na abertura da Feira Hannover Messe, na Alemanha.
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O chefe do Executivo destacou que o Brasil possui uma história marcada pela contribuição de diversos povos. Além disso, ele criticou países que endurecem políticas migratórias, sobretudo na Europa. Segundo Lula, pessoas que fogem da fome e da guerra enfrentam barreiras injustas ao buscar novas oportunidades.
“Como posso ser contra a imigração, se ela construiu o Brasil?”, afirmou o presidente. No entanto, ele ressaltou que o debate global precisa considerar a dimensão humanitária do tema.
Lula defende imigração e acordo UE-Mercosul
Durante o evento, Lula também reforçou a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia. Nesse sentido, o presidente pediu o fim do que chamou de “narrativas falsas” contra a sustentabilidade da produção brasileira.
Além disso, ele criticou países que tentam impor barreiras comerciais adicionais. Conforme destacou, esse tipo de postura pode prejudicar o avanço de acordos internacionais. Por outro lado, Lula afirmou que o Brasil se mantém como parceiro confiável no cenário global.
Enquanto isso, o presidente também abordou o aumento do protecionismo no mundo. Segundo ele, essa prática surge como uma resposta equivocada para problemas econômicos e sociais.
Críticas à geopolítica e cenário internacional
No restante do discurso, Lula voltou a criticar a atuação de organismos internacionais. Ele mencionou, por exemplo, o Conselho de Segurança da ONU e a Organização Mundial do Comércio, apontando uma suposta paralisia nas decisões globais.
Além disso, o presidente criticou a política internacional dos Estados Unidos, especialmente em relação ao conflito com o Irã. Segundo ele, o mundo vive um momento crítico na geopolítica global.
Lula afirmou que o Brasil sofre menos impactos diretos desse conflito. Isso ocorre, segundo o presidente, devido à produção de petróleo e às medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis.






















































