A mulher fingiu ter 12 anos e conseguiu enganar uma família de Joinville, em Santa Catarina, durante 14 meses. O caso ganhou repercussão nacional após a prisão da suspeita, que na verdade tem 37 anos. Segundo a Polícia Civil, ela se apresentou como uma adolescente chamada “Gabriele” e afirmou ter fugido de casa por sofrer exploração sexual.
Leia também:
Incêndio em garagem destrói 27 ônibus em Belo Horizonte
Sensibilizada com a história, uma família do distrito de Pirabeiraba acolheu a suposta adolescente e passou a tratá-la como filha. Durante esse período, a mulher recebeu diversos cuidados e benefícios. Além disso, ganhou uma festa de aniversário infantil e teve acesso a tratamento para emagrecimento com tirzepatida, medicamento conhecido comercialmente como Mounjaro.
De acordo com os investigadores, os integrantes da família foram vítimas desde o início da fraude. No entanto, a suspeita conseguiu manter a falsa identidade por mais de um ano, conquistando a confiança de todos os envolvidos.
Mulher fingiu ter 12 anos e evitava regularização
Conforme relatou o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, a suspeita demonstrava resistência sempre que os responsáveis tentavam regularizar sua situação. Por exemplo, ela recusava qualquer possibilidade de adoção formal e evitava procedimentos que poderiam revelar sua verdadeira identidade.
Além disso, a mulher entrava em desespero quando os familiares mencionavam a possibilidade de matriculá-la em uma escola da região. Segundo a justificativa apresentada por ela, o receio era ser encontrada pelo suposto pai biológico. No entanto, a polícia acredita que o objetivo real era impedir que sua idade verdadeira fosse descoberta.
O golpe começou a ser desvendado quando um parente da família passou a desconfiar da história e procurou as autoridades. Inicialmente, alguns familiares resistiram às informações apresentadas pelos investigadores. Entretanto, após a apresentação de provas concretas, a suspeita confessou a fraude.
Polícia aponta histórico de golpes semelhantes
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a mulher já havia aplicado golpes parecidos em outras regiões do país. Em 2023, por exemplo, ela foi presa em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, após convencer pessoas de que era uma menina de 12 anos perseguida por uma rede criminosa.
Na ocasião, moradores chegaram a alugar uma residência para ela, comprar roupas, fornecer alimentos e custear sessões de terapia. Segundo os investigadores, o padrão utilizado em Joinville foi praticamente o mesmo.
Agora, a suspeita permanece no Presídio Regional de Joinville e responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Enquanto isso, a Polícia Civil continua apurando se existem outras vítimas em diferentes estados brasileiros.






















































