PL dribla STF ao exibir um vídeo produzido com inteligência artificial durante a convenção nacional realizada neste sábado (25), que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A gravação utilizou a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e está submetido a restrições de comunicação impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo deixou claro, logo nos primeiros segundos, que se tratava de uma simulação criada por inteligência artificial.
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Na mensagem, a versão digital de Bolsonaro afirma que sua prisão foi resultado de uma decisão “injusta e arbitrária” e nega a prática dos atos que motivaram sua condenação. Em seguida, a gravação pede apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e apresenta o senador como o nome escolhido pelo ex-presidente para representá-lo na disputa eleitoral.
PL dribla STF com vídeo de IA
Logo no início da exibição, o vídeo esclarece ao público que não se trata de uma gravação autêntica. “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”, afirma a reprodução.
Na sequência, a mensagem reforça o apoio político a Flávio Bolsonaro. O conteúdo declara que “nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros” e conclui com um apelo para que os participantes da convenção recebam o senador como sucessor político do pai.
A apresentação ocorreu poucos dias após o STF ampliar as restrições impostas ao ex-presidente. Dessa forma, Bolsonaro permanece proibido de divulgar manifestações com conteúdo eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros, e também não pode receber visitas com finalidade política até o fim das eleições.
Defesa contesta restrições impostas pelo STF
Na sexta-feira (24), a defesa de Jair Bolsonaro apresentou recurso ao ministro Alexandre de Moraes para tentar reverter as medidas. Os advogados sustentam que a suspensão dos direitos políticos não elimina a liberdade de expressão e argumentam que impedir manifestações de natureza política configura censura prévia.
Ainda defesa cita como precedente o período em que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu preso durante as eleições de 2018. Segundo os advogados, naquela ocasião, cartas de Lula foram divulgadas publicamente e lideranças políticas puderam visitá-lo.
As restrições foram determinadas após Flávio Bolsonaro ler, durante uma transmissão ao vivo no YouTube, uma carta manuscrita do pai. Depois do episódio, Alexandre de Moraes proibiu o senador de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias, impedindo qualquer contato entre os dois até o primeiro turno das eleições.
A defesa também solicitou autorização para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse Bolsonaro. No entanto, Alexandre de Moraes negou o pedido. Assim, o líder argentino participou apenas da convenção nacional do PL e de compromissos com aliados do ex-presidente.




















































