O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nessa sexta-feira (14) que os norte-americanos aceitem pagar gasolina mais cara diante dos impactos da guerra com o Irã sobre os preços dos combustíveis. Segundo Trump, o aumento representa um custo necessário para impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear.
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A declaração ocorreu durante um discurso em Garden City, no estado de Nova York. Além disso, a fala acontece em um momento de pressão sobre o governo norte-americano, já que a alta dos combustíveis contrasta com a promessa de Trump de reduzir os custos de energia para os consumidores.
Trump afirmou que os americanos devem considerar o aumento como parte do custo do conflito. Segundo ele, a medida adotada contra o Irã busca impedir que o país consiga desenvolver uma arma nuclear.
Gasolina mais cara sofre impacto da guerra
Os preços dos combustíveis subiram nos Estados Unidos em meio à guerra com o Irã e às incertezas sobre o Estreito de Ormuz. A região concentra uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo e, por isso, qualquer interrupção no tráfego pode afetar as cotações internacionais.
Atualmente, a gasolina é comercializada por cerca de US$ 4 por galão nos Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente R$ 20,89. Enquanto isso, o petróleo Brent se aproxima de US$ 90 por barril, ou cerca de R$ 470.
Cerca de 20% dos carregamentos globais de petróleo e gás natural liquefeito passam normalmente pelo Estreito de Ormuz. Dessa forma, ameaças de interrupção prolongada do tráfego aumentam a preocupação com a oferta de energia e pressionam os preços internacionais.
A alta também gera impacto direto para os consumidores. Portanto, o custo dos combustíveis se tornou um dos principais pontos de atenção econômica em meio ao conflito.
Vice-presidente coloca preço dos combustíveis como prioridade
Na quinta-feira (13), o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que reduzir o preço da gasolina para os consumidores representa a principal prioridade do país na guerra com o Irã.
A declaração de Trump nesta sexta-feira destacou outro objetivo. O presidente colocou o impedimento do desenvolvimento de uma arma nuclear pelo Irã como justificativa para que os norte-americanos aceitem pagar mais pelo combustível.
Assim, as declarações dos dois integrantes do governo mostram diferentes ênfases sobre os efeitos econômicos e estratégicos do conflito.
Trump aumenta pressão sobre o Irã
Durante o mesmo discurso, Trump também elevou o tom contra o governo iraniano. O presidente afirmou que pretende declarar o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos depois do fim do conflito.
No entanto, não ficou claro se a declaração representa uma intenção concreta do governo norte-americano ou uma mudança efetiva na política dos Estados Unidos para a região.
A situação no Estreito de Ormuz continua acompanhada de perto pelo mercado internacional. Afinal, a importância da rota para o transporte de petróleo faz com que qualquer ameaça à circulação de navios tenha potencial para afetar os preços em diferentes países.
Alta dos combustíveis aumenta pressão política
A alta da gasolina também ocorre em um momento politicamente sensível para Trump. As eleições legislativas de novembro se aproximam e, por isso, o custo de vida pode ganhar espaço no debate eleitoral.
Os democratas tentam associar os efeitos econômicos da guerra com o Irã ao aumento das despesas dos consumidores. Enquanto isso, os republicanos buscam preservar suas maiorias no Congresso.



















































