O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou neste sábado (22) que enfrenta dificuldades para fazer campanha eleitoral usando carro blindado e colete à prova de bala. Durante ato político no Rio de Janeiro, o senador também voltou a relatar ameaças de morte e demonstrou preocupação com a segurança das filhas.
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O parlamentar participou de um comício no ginásio Maracanãzinho em apoio à candidatura do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) ao governo do Rio de Janeiro. Na ocasião, Flávio colocou a segurança pública como uma das principais bandeiras de seu discurso.
Segundo o candidato, ele já recebeu mais de duas mil ameaças de morte. Além disso, afirmou que precisa adotar medidas de segurança durante a campanha e demonstrou preocupação com a rotina das filhas.
“Não pensem que é fácil fazer campanha com carro blindado, usando colete à prova de bala, preocupado se suas filhas vão ir e voltar do colégio seguras”, declarou.
Flávio Bolsonaro defende endurecimento na segurança
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro voltou a defender medidas mais duras contra organizações criminosas. O candidato afirmou que grupos que classificou como “marginais narcoterroristas” terão até dezembro para deixar o Brasil caso ele assuma a Presidência.
O senador declarou que pretende promover uma política de enfrentamento direto ao crime organizado. A segurança pública, portanto, ocupou espaço central em sua fala durante o ato no Maracanãzinho.
Flávio também aproveitou o evento para elogiar Douglas Ruas. Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro havia dado aval à candidatura do deputado estadual ao governo do Rio ainda em 2025.
O candidato presidencial voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que eleitores que o consideram radical ou não aprovam sua atuação podem escolher, segundo suas palavras, “o defensor de bandido”.
Programas sociais e propostas econômicas
Apesar do discurso concentrado em segurança, Flávio também fez acenos aos beneficiários de programas sociais. O senador afirmou que um eventual governo pretende manter o Bolsa Família e garantir o pagamento de aposentadorias.
No entanto, defendeu que o Estado ofereça também qualificação profissional e oportunidades de empreendedorismo. Nesse sentido, apresentou novamente o programa “Minha Primeira Empresa”, voltado à criação de oportunidades para quem pretende abrir um negócio.
Além disso, o candidato afirmou que pretende aproximar empresas das escolas. A proposta, segundo ele, busca fazer com que jovens terminem o ensino médio com perspectivas de emprego ou condições para empreender.
Na área da educação, Flávio criticou a atuação que classificou como “militância” de esquerda nas salas de aula. Ele também afirmou que não aceita que estudantes concluam a educação básica sem dominar matemática e interpretação de texto.
Apoio a candidatos do PL no Rio
Ao final do comício, Flávio chamou ao palco Douglas Ruas, Fernanda Louback, candidata a vice-governadora, além dos candidatos do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy e Carlos Portinho.
O senador classificou Jordy e Portinho como seus “guardiões no Rio de Janeiro” e afirmou que precisa do apoio dos dois para aprovar propostas no Congresso Nacional.
Entre as medidas citadas estão a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro, o aumento de penas para chefes de organizações criminosas e a redução de impostos. Flávio também defendeu a atualização da tabela do SUS e uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que, há alguns meses, não imaginava que disputaria a Presidência da República. Segundo o senador, ele acredita que sua trajetória política o preparou para a candidatura de 2026.




















































