A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará e do Ciberlab do Ministério da Justiça, deflagrou, nesta terça-feira (01), a segunda fase da “Operação Falsus Causidicus”, com o objetivo de combater crimes de estelionato praticados por meio de fraudes eletrônicas. As investigações apuram a utilização de perfis falsos em aplicativos de mensagens, por meio dos quais os suspeitos se passavam por advogados para induzir as vítimas a erro e obter vantagens ilícitas.
De acordo com as investigações, os suspeitos estariam envolvidos em um esquema criminoso voltado à aplicação de golpes por meio de engenharia social. Para conferir aparência de legitimidade às abordagens fraudulentas, os suspeitos utilizavam informações processuais verossímeis e dados sigilosos das vítimas.
Em um dos principais casos investigados, a vítima foi induzida a realizar transferências bancárias via PIX que totalizaram quase R$ 100 mil. Os valores foram enviados após a vítima acreditar que estava efetuando o pagamento de supostas taxas cartorárias necessárias para a liberação de um crédito judicial que, na realidade, não existia.
Contas bancárias de terceiros
As investigações também apontaram que os valores obtidos por meio dos golpes eram movimentados por contas bancárias de terceiros e, posteriormente, repassados ao suspeito. A prática teria como objetivo dificultar o rastreamento das movimentações financeiras e ocultar a origem ilícita dos recursos.
No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, de natureza domiciliar e pessoal, além de medidas de quebra de sigilos para fins probatórios e outras medidas cautelares diversas da prisão.
As medidas judiciais tiveram como objetivo apreender dispositivos eletrônicos, coletar registros digitais relacionados à prática criminosa e preservar elementos relevantes para o aprofundamento das investigações.
No decorrer das diligências, a Polícia Civil segue atuando na identificação e responsabilização dos demais integrantes do esquema criminoso, especialmente daqueles envolvidos diretamente na execução dos golpes conhecidos como “falso advogado”. O grupo utilizava indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para conferir credibilidade às abordagens e obter vantagens ilícitas.
Modo de atuação dos suspeitos
O nome da operação, “Falsus Causidicus”, expressão em latim que significa “falso advogado”, faz referência ao modo de atuação dos suspeitos, que utilizavam indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para conferir credibilidade às fraudes praticadas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a importância de que a população confirme, por meio de canais oficiais, qualquer solicitação de pagamento recebida por aplicativos de mensagens, especialmente aquelas relacionadas a processos judiciais, honorários advocatícios ou supostas taxas para liberação de valores. Denúncias e informações que possam contribuir com as investigações também podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.
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