A Polícia Federal aponta fraude de R$ 17 bilhões em operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Segundo o relatório da investigação, o esquema utilizou documentos falsos e uma empresa de fachada para dar aparência regular às transações.
De acordo com a PF, o Banco Master vendeu carteiras de crédito fictícias ao BRB. As operações ocorreram enquanto o banco controlado por Daniel Vorcaro enfrentava dificuldades de liquidez.
Master vendeu créditos fictícios ao BRB
A investigação aponta que o Master passou a vender carteiras de crédito ao BRB para obter recursos. Para viabilizar as operações, os envolvidos teriam utilizado uma estrutura criada para emitir e movimentar os ativos.
Nesse contexto, a empresa Tirreno aparece nas investigações como uma empresa de fachada. Segundo a PF, ela servia como veículo para a emissão e circulação dos créditos utilizados nas operações.
Além disso, o relatório aponta a produção em larga escala de documentos falsos para sustentar as transações.
PF aponta irregularidades nas operações
O relatório da Polícia Federal indica que o BRB transferiu aproximadamente R$ 17 bilhões ao Master para adquirir carteiras de crédito. Desse montante, cerca de R$ 12,2 bilhões seriam compostos por títulos falsos, segundo informações divulgadas a partir da investigação.
A apuração também aponta que as operações continuaram mesmo diante de questionamentos internos e pareceres jurídicos contrários.
Além disso, a investigação identificou problemas na análise técnica dos créditos adquiridos pelo banco estatal.
Caso Master envolve outras investigações
O caso faz parte da investigação da Polícia Federal sobre as operações do Banco Master. A apuração inclui suspeitas relacionadas à emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta e outros crimes financeiros.
Em 2025, o BRB tentou comprar o Banco Master. No entanto, o Banco Central rejeitou a operação e, posteriormente, o Master entrou em processo de liquidação.
Com isso, o BRB ficou exposto a um prejuízo bilionário relacionado às operações com o banco de Daniel Vorcaro.
Investigação ainda está em andamento
As informações sobre a suposta fraude fazem parte dos documentos da investigação da Polícia Federal. Portanto, a apuração ainda deve avançar para esclarecer a participação e a responsabilidade de cada envolvido.
O relatório também integra o conjunto de documentos do caso que teve o sigilo levantado no Supremo Tribunal Federal. Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão presos no âmbito das investigações.
























































