Mulheres com endometriose no Rio Grande do Norte terão uma nova opção de tratamento com cobertura obrigatória pelos planos de saúde a partir de 1º de outubro. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a mudança, que vale para todo o país.
A medida inclui o DIU ou SIU hormonal no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para pacientes com endometriose que tenham contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados. Além disso, a cobertura inclui o dispositivo e o procedimento de inserção.
Como funciona a nova cobertura no RN
Na prática, a nova regra também alcança as beneficiárias de planos de saúde do Rio Grande do Norte que atendam aos critérios definidos pela ANS.
No entanto, a mudança não significa que toda paciente com endometriose poderá solicitar o DIU hormonal pelo plano. O caso precisa atender aos critérios da Diretriz de Utilização (DUT) nº 175.
De acordo com a resolução, os planos devem cobrir o procedimento para pacientes com endometriose que apresentem contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados. A norma também prevê a cobertura quando a bula registrada na Anvisa indicar o uso do dispositivo.
Por isso, o profissional responsável pelo acompanhamento da paciente deve avaliar cada caso. Além disso, a indicação precisa considerar o quadro clínico e os critérios estabelecidos pela regulamentação.
Quando a regra começa a valer
A Resolução Normativa nº 680 estabeleceu a mudança. A ANS publicou a norma em setembro de 2026, e ela entra em vigor no dia 1º de outubro.
Além do DIU/SIU hormonal, a atualização do rol incluiu outras quatro tecnologias para o tratamento de diferentes condições de saúde. A Diretoria Colegiada da ANS aprovou a decisão em 18 de setembro.
Assim, a partir de outubro, as operadoras deverão seguir os novos critérios de cobertura previstos pela agência.
DIU hormonal pode reduzir o fluxo menstrual
O DIU hormonal libera levonorgestrel, um hormônio sintético que atua no útero. Entre seus efeitos, o dispositivo pode reduzir o fluxo menstrual e, em algumas pacientes, interromper a menstruação.
Segundo informações da Agência Brasil, com base em dados da ANS, a ausência de menstruação pode ocorrer em até 60% das usuárias. Além disso, entre as mulheres que continuam menstruando, o dispositivo pode reduzir bastante o fluxo.
Esse efeito pode contribuir para o tratamento de pacientes com endometriose, principalmente quando a doença provoca cólicas intensas e fluxo menstrual aumentado.
Endometriose exige acompanhamento médico
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio se desenvolve fora da cavidade uterina. Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode provocar cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, infertilidade e sintomas intestinais ou urinários que podem apresentar padrão cíclico.
Além disso, o tratamento varia conforme os sintomas, a extensão da doença, a localização das lesões, a idade e o desejo de gravidez. Por isso, o médico deve considerar as características de cada paciente antes de indicar uma terapia.
No Rio Grande do Norte, mulheres que possuem plano de saúde e recebem indicação do DIU hormonal para endometriose poderão verificar, a partir de outubro, se o caso atende aos critérios estabelecidos pela nova regra da ANS.
























































