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Parto domiciliar deve ser assistido por enfermeiro obstétrico, estabelece Conselho

Foto: Bruna Garrido

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) estabeleceu normas para a atuação de enfermeiros obstétricos e obstetriz – profissional responsável pela assistência à mulher da gestação ao puerpério – no parto domiciliar planejado. A resolução, publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira (5), além de autorizar e orientar a participação dos profissionais, estabelece os equipamentos necessários ao procedimento.

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Em norma técnica foram atribuídas competências para a assistência segura de enfermagem obstétrica para mulheres e seus filhos atendidos em domicílio, incluindo avaliação contínua do risco obstétrico e o acompanhamento em caso de transferência do parto para instituição hospitalar.

O período de 45 dias de acompanhamento do puerpério e a obrigatoriedade de permanência no domicílio foram estabelecidos em, no mínimo, três horas após a realização do parto.

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A enfermeira Hayra Nahãma Albuquerque nunca pensou em uma outra forma de trazer seu filho Liam ao mundo. O parto humanizado e em casa sempre esteve nos seus planos. “Eu sempre soube que teria meu parto em casa, eu sou enfermeira também e as minhas experiências intra-hospitalares me deixaram bem aflita quanto ao parto. Eu fiz acompanhamento com obstetra, até conseguir uma que respeitasse a minha escolha foram 4 trocas.”, conta.

Os planos de Hayra, no entanto, assustaram Leonardo Ribeiro, seu marido. “Logo que o positivo veio eu falei: vou parir em casa igual uma cadela. Ele se assustou!”, recorda. “Num primeiro momento ele achou arriscado por causa de bactérias e porque temos duas cadelinhas. Mas uma breve pesquisa no Google mostrou que o risco de infecção é igual, já que o parto não é estéril. Então ele teria contato com as bactérias já conhecidas, das nossas roupas, cachorras, da nossa casa, anticorpos que eu já tenho e passaria para ele.”, comenta.

Com apenas 8 semanas de gestação, Hayra começou sua busca por uma enfermeira que pudesse auxiliá-la nos preparativos para o parto e estivesse ao seu lado quando chegasse a hora de conhecer o pequeno Liam. E foi no Google que ela encontrou Clarissa Clarissa de Leon, enfermeira obstetra, sanitarista e parteira domiciliar.

Acompanhar o pré-natal foi fundamental para tranquilizar Leonardo. “Conforme fomos participando do pré natal com a Clarissa, ele foi confiando mais e mais, eu coloquei ele para ver vídeos de parto domiciliar a gestação inteira, de partos rápidos e longos, induzidos e que levaram a cesárea, para ele estar realmente preparado. Durante o trabalho de parto ele ficou comigo grudado, eu tinha já combinado isso, que ele seria só meu durante as contrações e assim foi. Depois de umas 11h de trabalho de parto ele já estava preocupado, mas a Clarissa aferiu meus sinais e do liam também e estava tudo bem.”, lembra.

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Hayra conta que o envolvimento foi tanto que a temperatura do corpo dele subiu como a sua para receber o bebe. E foi os braços do papai que receberam Liam ao nascer. Leonardo ainda plantou a placenta como adubo para um pé de mexerica.

A emoção desse momento não fica só entre o papai e a mamãe. A enfermeira Clarissa Leon, que esteve com Hayra e Leonardo, já realizou mais de 200 partos domiciliares, mas ainda se emociona com a chegada de cada nova vida que ajuda a trazer ao mundo. “Cada parto é uma chegada única, não tem como não se emocionar. Principalmente em casa, pois é cercado de amorosidade e da família. é como todo ser humano deveria chegar na terra.”, declara.

“É uma grande honra e responsabilidade ser parteira domiciliar, pois cada nascimento conta uma história, cercada de afeto e da família. Cada parto é uma emoção, pois sabemos como a mulher lutou para chegar até ali, buscou conhecimento, apoio, informação, muitas vezes sem o apoio do próprio sistema obstétrico ou da família, uma vez que existe muito desconhecimento por parte da sociedade sobre como é a assistência ao parto domiciliar prestada pela enfermeira obstetra.”, diz.

Para Clarissa, quem faz o parto não são os profissionais de saúde, mas sim a mulher. “Ela faz todo o trabalho, e nós profissionais prestamos a assistência adequada. Neste sentido é de suma importância que a mulher tenha um acompanhamento pré-natal mais que adequado, com classificação de risco, avaliação clínica, laboratorial mas também educação perinatal e preparação para o parto. O enfermeiro obstetra atua para dar segurança ao evento do parto fisiológico, respeitando a autonomia, e intervindo se for necessário.”, destaca.

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O Conselho Regional de Enfermagem (Coren), destaca que não é qualquer enfermeiro que está habilitado para realizar o parto. A atuação é para os enfermeiros especialistas em enfermagem e obstetrícia. O presidente do Coren, Manoel Egídio, esclarece ainda que as orientações são para garantir a segurança na assistência prestada tanto para a parturiente, ao recém-nascido e à família, quanto a segurança do próprio profissional.

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