Com 46 pessoas desaparecidas no Vale do Taquari e 41 mortes confirmadas em todo o estado do Rio Grande do Sul em decorrência dos temporais que atingiram várias cidades, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar ações e providências tomadas em relação às enchentes.
Segundo o MPF, a ação visa investigar as reponsabilidades e quais medidas poderiam ter sido implementadas para evitar a tragédia e os efeitos colaterais das cheias, além de “proporcionar ações de comunicação e resposta no auxílio à população atingida”.
A procuradora da República Flávia Rigo Nóbrega, do MPF de Caxias do Sul, assina a portaria de instauração do inquérito. O documento determina que sejam enviados ofícios aos prefeitos e representantes das Defesas Civis da região de Caxias, Lageado e Bento Gonçalves.
O órgão também solicitou à Defesa Civil cópias das comunicações recebidas da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), com o monitoramento do nível das águas do rio e seu consequente aumento por conta das chuvas. O MPF também questiona a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul em relação à “dinâmica adotada com relação à emissão de alertas de evacuação aos moradores das áreas atingidas”.
O MPF considera, inicialmente, que os danos ao patrimônio e à vida devido às chuvas ocasionaram implicações em um “número expressivo” de cidadãos que vivem nas áreas serranas e de vales do estado. São 30 cidades nessas regiões.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta sexta-feira (8) que visitará no domingo (10), com um comitiva de ministros, regiões do Rio Grande do Sul atingidas pelo ciclone extratropical. Alckmin informou também que, a partir de hoje, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social liberará R$ 800,00 por pessoa desabrigada no estado.
Fonte: SBT News



















































