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Assassinato da psicóloga Fabiana completa 30 dias. Mãe retorna ao local do crime

Foto: Reprodução

Na noite do dia 23 de abril de 2024, a psicóloga Fabiana Maia Veras foi assassinada em sua própria clínica na cidade de Assú (RN). O corpo foi encontrado com marcas de crueldade em um dos cômodos do local, onde ela também morava. Passados 30 dias da morte de Fabiana, o Patrulha da Cidade, da TV Ponta Negra, esteve no local. O repórter Rogério Fernandes percorreu os cômodos da clínica e residência da psicóloga juntamente com a mãe dela, Dalva Maia Veras.

“Quero agradecer o carinho das pessoas, que é muito grande, isso tem me ajudado. Em todos os lugares que chego, é um abraço, um carinho, uma palavra”, comentou a mãe de Fabiana durante a visita à clínica onde a filha foi assassinada.

As marcas de sangue nas paredes do cômodo em que Fabiana foi morta ainda são visíveis. O repórter cinematográfico da TV Ponta Negra, Maurício Teixeira, mostrou com exclusividade as imagens do sangue por trás da porta do quarto onde a psicóloga foi encontrada sem vida.

O delegado responsável pelas investigações, Valério Kuerten, confirmou que o inquérito já foi concluído. “Eu já concluí o inquérito, relatei, indiciei o autor do fato (João) por homicídio com três qualificadoras, o meio cruel com que ele matou a vítima, mais a impossibilidade de defesa dela e também pelo motivo fútil. A tese da polícia é que ele saiu de Natal e foi a Assú com o objetivo de ter acesso ao celular da vítima”, detalhou o delegado.

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Veja a matéria

Cronologia do caso

23 de abril
* A psicóloga Fabiana Maia Veras foi encontrada morta dentro da clínica no município de Assú (RN), distante 235 quilômetros de Natal, na noite da terça-feira (23). De acordo com a Polícia Militar, a psicóloga foi encontrada caída e já sem vida. Ainda segundo a polícia, o corpo estava amarrado, com punhos cortados e havia muito sangue no local.

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24 de abril
* Imagens de câmeras de segurança registraram um homem entrando em clínica onde a psicóloga Fabiana Maia Veras foi encontrada morta na cidade de Assú, distante 235 quilômetros de Natal (RN), na noite da segunda-feira (23). De acordo com o 10º Batalhão da Polícia Militar da cidade, as filmagens de circuito de vigilância flagraram o momento em que um homem de baixa estatura, forte, vestido com camisa social, calça jeans e rosto coberto com um pano aparece aguardando a psicóloga abrir a porta. O relógio da câmera marcava 16h45 quando Fabiana foi atender a porta. Nas imagens é possível ver que ela demora a reconhecer o rapaz, mas abre mesmo assim e ele entrou na clínica. As ações da vítima demonstram que ela parece conhecer o suspeito. De acordo com o relato da PM, a todo tempo a psicóloga se mostra admirada com as roupas do homem como se realmente o conhecesse. O vídeo mostra também eles dois entrando em um compartimento da casa. Após 20 minutos, o suspeito sai somente com um pano coberto de sangue e fica aguardando um veículo. Segundo informações do 10º BPM de Assú, o veículo trata-se de um Peugeot Sedan de cor preta e tinha além do motorista outra pessoa no banco da frente. O suspeito entra no carro e sai.

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* As circunstâncias que envolviam a morte da psicóloga Fabiana Maia Veras, de 42 anos, continuavam sendo investigadas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, a motivação apontava para crime passional. O suspeito, preso na quarta-feira (24), é auxiliar técnico do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte desde 2007. Em 06/06/2007 , ele pediu o cancelamento da inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), para assumir o cargo. O homem, de 41 anos, foi preso em flagrante por policiais civis da 97ª Delegacia de Polícia de Assú (97ª DP), da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Núcleo de Investigação Qualificada (NIQ). A prisão do suspeito aconteceu no bairro Nova Descoberta, Zona Sul de Natal.

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* “Ele está afastado desde o ano passado (do trabalho)”, é o que alega a defesa do servidor do Tribunal de Justiça, João Batista Carvalho Neto, suspeito de matar a psicóloga Fabiana Maia Veras, de 42 anos, em Assu (RN), na quarta-feira (24). O acusado estaria afastado do trabalho devido a laudos psiquiátricos de “incapacidade mental”, segundo informações do André Dantas, advogado do acusado, para a repórter Gislaine Azevedo, da TV Ponta Negra (SBT), na quarta-feira (24). “Isso não é uma arguição, um álibe de defesa (o afastamento), existe comprovadamente atestados que demonstram sua incapacidade mental, e que será apresentado no momento adequado”, afirmou o advogado.

25 de abril

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* Familiares e amigos da psicóloga Fabiana Maia Veras, 42 anos, se reuniram em cortejo de despedida na fazenda da família no município de Paraú, distante 300 quilômetros de Natal (RN), na manhã da quinta-feira (25). O sepultamento do corpo da psicóloga aconteceu no cemitério público da cidade.

* “Ele está afastado desde o ano passado (do trabalho)”, é o que alega a defesa do servidor do Tribunal de Justiça, João Batista Carvalho Neto, suspeito de matar a psicóloga Fabiana Maia Veras, de 42 anos, em Assu (RN), na quarta-feira (24). João estaria afastado do trabalho devido a laudos psiquiátricos de “incapacidade mental”, segundo informações do André Dantas, advogado do acusado, para a repórter Gislaine Azevedo, da TV Ponta Negra (SBT).

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* A prisão em flagrante de João Batista Carvalho Neto, suspeito de matar a psicóloga Fabiana Maia Veras, de 42 anos, em Assú (RN), foi homologada e convertida em prisão preventiva na tarde da quinta-feira (25), após passar por audiência de custódia. O suspeito está preso na Cadeia Pública de Caraúbas.

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* O delegado que investiga a morte da psicóloga Fabiana conversou com o repórter da TV Ponta Negra, Rogério Fernandes, em entrevista para o Patrulha da Cidade desta quinta-feira (25), sobre as investigações do caso. Segundo o delegado Valério Kuerten, João Batista de Carvalho Neto, de 41 anos, agiu sozinho e premeditadamente.

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* Valério Kuerten detalhou que a vítima conhecia o agressor, por isso, apesar de aparentemente estranhar como estava vestido, já que usava luvas, camisa com mangas compridas, capuz e máscara de proteção individual, permitiu sua entrada nas dependências da clínica, onde também residia. “Ele conhecia a vítima e a vítima conhecia ele, tanto é que franqueou a entrada no consultório, apenas estranhou a vestimenta”, comentou.

27 de abril

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* Novas imagens do circuito interno de vigilância do condomínio em que João Batista de Carvalho Neto, de 41 anos, morava em Natal, mostram o momento em que ele retorna para casa após a morte da psicóloga Fabiana Maia Veras, de 42 anos, em Assú (RN). Nas imagens, é possível ver uma das mãos de João suja de sangue.

Foto: Repródução

João Batista chega ao local por volta das 22h35 da noite da terça-feira (23). Nas imagens, ele aparece já sem luvas, máscara de proteção individual e sem o turbante que utilizava ao chegar e deixar as dependências da clínica, onde também morava a psicóloga.

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29 de abril

* A ex-namorada de João Batista de Carvalho Neto, de 41 anos, foi ouvida pela polícia. Em uma declaração emocionada, segundo o delegado Valério Kuerten, que acompanha o caso, ela falou sobre sua amizade com Fabiana e o relacionamento com João Batista, também conhecido como João “Bomba”.

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* Para a polícia, a ex-namorada de João, identificada como Ana Clara, relatou que o relacionamento entre eles acabou há dois anos e, desde então, ela o bloqueou nas redes sociais e não mantinha mais nenhum tipo de contato com ele. “Ela relatou que, durante o relacionamento, ele era uma pessoa frustrada, que fazia um acompanhamento psicológico, utilizava medicamentos florais, nada de remédios tarja preta. Ele era um pouco possessivo, controlador e não conseguia manter uma amizade com os amigos dela. Chegou um momento que ela não aguentou mais e resolveu encerrar o relacionamento e não teve mais contato”, disse o delegado, em entrevista para o repórter Rogério Fernandes, no Programa Patrulha da Cidade.

3 de maio

*  João teria enviado áudios para motorista de app após o crime. Em um dos áudios, João fala para acertar a corrida de Natal para Assu, explicando para o motorista que participaria de entrevista para trabalhar com uma juíza. Em outros áudios, o suspeito fala como se tivesse cansado, ofegante, chamando o motorista para pegá-lo rapidamente na clínica.

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8 de maio

Foto: Itep-RN/Divulgação

* A perícia realizada pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN) confirmou que uma pegada encontrada no local onde a psicóloga Fabiana Maia Veras foi morta na cidade de Assú, pertence ao sapato que estava com o principal suspeito do crime, João Batista Carvalho Neto, 41 anos. A equipe do Itep que realizou a perícia no local identificou pegadas com manchas de sangue no chão do imóvel. Após o registro, o material foi enviado para o Setor de Perícias de Biometria e Papiloscopia Aplicada.

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* A mãe da psicóloga não acredita que teve motivação para o crime. Ela afirma que a filha não falava sobre a amiga que era ex-namorada de João, nem sobre ele. “Ela não me falou sobre nenhum perigo, ou que tenha sido ameaçada por ele, ou por qualquer outra pessoa. Ela abriu a porta para ele como abriria para outra pessoa. Ali era a clínica e ela dizia que não podia deixar as pessoas sem atendimento e que era muito gratificante ver uma pessoa chegar cheia de problemas e sair feliz,” explicou.

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Foto: Reprodução/Instagram

“Ele foi frio demais, quando planejou, executou e pior ainda quando se faz de doido”, afirmou dona Dalva quando questionada sobre o principal suspeito pelo assassinato de sua filha.

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14 de maio

* O laudo do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN) confirmou 18 lesões no corpo da psicóloga Fabiana. Segundo o exame divulgado pelo Itep/RN nesta terça-feira (14), foram identificadas 18 lesões, “entre ação contundente (pode ter sido uma queda, soco…) e perfurocortante (com a faca). Os ferimentos foram encontrados na cabeça, pescoço e tronco devido a ações contundentes e perfurocortantes”, diz o laudo.

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16 de maio

* Dalva Maia Veras, mãe da psicóloga Fabiana Maia, morta brutalmente em Assú (RN), em abril, voltou ao apartamento da filha em Natal e conversou com exclusividade com o repórter Rogério Fernandes na quinta-feira (16).

“Não está sendo fácil em lugar nenhum, mas principalmente aqui. Ela gostava muito de vir para cá. O tempo está passando e só está piorando, é muito difícil”, disse.

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Dalva comentou ainda sobre o resultado do laudo divulgado nesta semana pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN), que confirmou 18 lesões no corpo da psicóloga Fabiana. “Não precisava, com ninguém, menos ainda com ela. Eu quase morri quando vi isso”, afirmou.

 

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