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Bolsonaro inicia uso de antidepressivo durante internação, dizem médicos

Alexandre de Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias, com restrições de visitas, tornozeleira e proibição de redes sociais.
Foto: Diego Herculano/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro iniciou o uso de medicação antidepressiva durante a internação no Hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada por médicos em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (31). Segundo os profissionais, Bolsonaro solicitou o medicamento por não estar se sentindo bem emocionalmente, quadro que se agrava durante as crises prolongadas de soluço que ele vem enfrentando nos últimos dias.

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Tratamento já foi iniciado

O cirurgião Cláudio Birolini e o cardiologista Brasil Caiado informaram que o tratamento já começou e que o medicamento deve apresentar efeitos nos próximos dias. O nome do remédio e a dosagem não foram divulgados.

Apesar do abatimento, os médicos afirmaram que Bolsonaro está mais disciplinado e tem seguido corretamente todas as recomendações médicas.

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Mudanças de hábitos e alimentação

De acordo com a equipe médica, o ex-presidente passou a manter uma alimentação mais adequada e fracionada, além de evitar hábitos que podem piorar os soluços, como deitar logo após as refeições.

Internação e procedimentos médicos

Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro, quando foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o Hospital DF Star. No dia seguinte, ele passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e foi submetido a outros procedimentos.

A expectativa dos médicos é de que o ex-presidente receba alta hospitalar na manhã desta quinta-feira (1º).

Crises de soluço e exames

Durante os sete dias de internação, Bolsonaro foi submetido a dois procedimentos de bloqueio do nervo frênico, responsável por controlar o diafragma. Ele também realizou uma endoscopia, que identificou gastrite e esofagite erosiva, apontada como possível causa dos soluços.

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Segundo os médicos, os bloqueios não eliminaram completamente as crises, mas permitiram avanços no controle do quadro.

“Após o bloqueio do nervo, houve um pico hipertensivo, tratado ainda no centro cirúrgico. Ao longo da noite, ele estabilizou e apresentou melhora do soluço”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado.

Ainda segundo o médico, a resposta inicial ao tratamento é considerada positiva, embora a evolução nesses casos seja geralmente mais lenta.

Com informações do SBT News

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