O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira 2 que o conflito no Oriente Médio não deve gerar impactos imediatos sobre a economia brasileira. No entanto, ele alertou que uma eventual escalada da guerra pode alterar esse cenário.
Haddad participou da aula magna de abertura do ano letivo de 2026 na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, na capital paulista. Durante o evento, ele destacou que a equipe econômica acompanha a situação internacional com atenção.
Segundo o ministro, o atual ciclo favorável da economia brasileira funciona como uma proteção diante de choques externos. Além disso, ele ressaltou que o país vive um momento positivo na atração de investimentos, o que tende a suavizar oscilações no curto prazo.
“A equipe econômica está acompanhando atentamente, porque a dimensão que esse conflito pode alcançar é determinante. Hoje, o Brasil atravessa uma fase muito boa na atração de capital. Mesmo que haja alguma turbulência pontual, isso não deve afetar as variáveis macroeconômicas, a menos que haja uma escalada mais intensa da guerra”, afirmou.
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Governo monitora cenário internacional
De acordo com Haddad, o governo adotará postura cautelosa diante da instabilidade global. Portanto, a equipe seguirá monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio antes de tomar qualquer medida.
“Vamos monitorar com prudência e, se necessário, estaremos preparados para reagir a uma eventual piora do ambiente econômico, embora neste momento seja difícil prever que isso ocorra”, declarou.
O ministro também destacou o desempenho brasileiro nas exportações de petróleo. Segundo ele, o país registra superávit nesse segmento, o que fortalece a resiliência da economia nacional em períodos de instabilidade internacional.
Atuação diplomática do Brasil
Além das questões econômicas, Haddad mencionou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário internacional. Conforme o ministro, Lula tem defendido uma solução diplomática para o conflito junto à Organização das Nações Unidas.
“O Brasil tem uma pauta exportadora sólida, com saldo positivo em petróleo. Não se trata de tirar proveito da situação. O presidente Lula tem sido uma voz relevante na defesa do diálogo e da paz. Seguiremos atentos e adotaremos medidas, se necessário”, concluiu.
Questionado sobre eventual participação na visita de Lula a Washington neste mês, Haddad afirmou que ainda não há definição. Segundo ele, o tema será discutido com o presidente nesta terça-feira 3, quando ambos cumprem compromissos em São Paulo.
Dessa forma, apesar das tensões externas, o governo avalia que o conflito no Oriente Médio não deve atingir a economia brasileira de imediato, embora mantenha vigilância sobre possíveis desdobramentos.






















































