O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou nesta sexta-feira (22) a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A saída ocorreu dois dias após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do empresário.
Segundo investigadores, Vorcaro não apresentou informações inéditas nem trouxe fatos considerados relevantes para o avanço das investigações. Além disso, a PF apontou omissões em pontos considerados importantes no acordo de colaboração.
Com a saída de Juca, o advogado Sérgio Leonardo permanece, por enquanto, como responsável pela defesa do empresário nas negociações com as autoridades.
Polícia Federal rejeitou proposta de delação
A Polícia Federal comunicou a rejeição da proposta nesta semana. De acordo com investigadores, os anexos apresentados pela defesa não continham elementos novos capazes de fortalecer as investigações sobre o caso.
Além disso, integrantes da investigação consideraram insuficientes as informações fornecidas por Vorcaro. Segundo relatos publicados pela imprensa nacional, autoridades também demonstraram resistência à forma como a defesa conduziu as negociações.
Apesar disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda mantém conversas com os advogados do empresário para tentar viabilizar um acordo de colaboração premiada.
Daniel Vorcaro segue preso preventivamente
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde o dia 4 de março. Durante as negociações da possível delação, ele chegou a ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal. Na ocasião, o empresário assinou um termo de confidencialidade relacionado às tratativas.
O empresário ganhou notoriedade no mercado financeiro após comandar o Banco Master e oferecer produtos com rendimentos acima da média praticada no setor.
Operação Compliance Zero investiga fraudes bilionárias
A Polícia Federal investiga Daniel Vorcaro na Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema de emissão de títulos de crédito falsos dentro do sistema financeiro brasileiro.
Segundo a PF, o grupo investigado pode ter movimentado cerca de R$ 40 bilhões por meio de fraudes financeiras. As apurações envolvem suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
Além de Vorcaro, seguem presos outros investigados ligados ao caso. Entre eles estão Henrique Vorcaro, pai do empresário, Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro, e Fabiano Zettel, cunhado apontado nas investigações como integrante do esquema.






















































