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Justiça

Deolane na prisão gera denúncia de privilégio

Foto: Reuters/Leco Viana

O caso envolvendo Deolane na prisão ganhou novos desdobramentos após denúncias feitas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal). A entidade afirmou que a influenciadora e advogada recebeu tratamento diferenciado durante o período em que esteve detida na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.

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Deolane Bezerra foi presa sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, o sindicato apresentou denúncia formal à Direção-Geral da Polícia Penal pedindo abertura de procedimento administrativo para investigar possíveis irregularidades.

Segundo o Sinppenal, a influenciadora teria recebido benefícios considerados fora do protocolo padrão aplicado às demais detentas. Conforme a entidade, Deolane foi recebida diretamente pelo diretor da unidade prisional no momento da chegada.

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Deolane na prisão teria recebido privilégios

De acordo com o sindicato, houve uma ordem para esvaziar uma sala normalmente utilizada por presas que aguardam atendimento médico. Em seguida, o espaço teria sido reservado exclusivamente para acomodar a advogada.

Além disso, a denúncia aponta que Deolane consumiu refeições destinadas aos carcereiros, e não a alimentação distribuída às detentas. Ainda segundo o relato, ela teria utilizado chuveiro elétrico privativo para banho quente e dormido em uma cama diferente das estruturas de concreto presentes nas celas comuns.

O Sinppenal também afirmou que o acesso de agentes penais ao local onde a influenciadora estava acomodada foi restringido. Conforme a entidade, essa medida teria comprometido a fiscalização e a segurança interna da unidade.

Em nota, o sindicato destacou que as supostas condutas violam princípios previstos na Lei de Execução Penal, como igualdade de tratamento entre presos provisórios e condenados. Além disso, a entidade citou a Lei Orgânica da Polícia Penal paulista, que exige impessoalidade e legalidade na atuação dos servidores.

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Enquanto isso, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Deolane foi alocada conforme determinação judicial. Segundo a pasta, o procedimento levou em consideração o fato de a investigada possuir registro ativo como advogada.

A SAP também declarou que todas as ações adotadas seguiram estritamente as ordens do Poder Judiciário. Entretanto, o sindicato mantém críticas sobre as condições do sistema prisional e a superlotação nas unidades femininas do estado.

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