A economia do Brasil acelerou no primeiro trimestre deste ano com expansão de 1,1% frente aos três últimos meses de 2025, no resultado trimestral mais forte em um ano, diante do impulso da agropecuária e da indústria e com o consumo ganhando força em meio a um mercado de trabalho resiliente e medidas fiscais estimulativas.
O resultado de janeiro a março, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou aceleração em relação à taxa de 0,3% vista no quarto trimestre de 2025 e ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 1,0%.
Também foi o mais forte desde a expansão de 1,3% no primeiro trimestre de 2025, e, segundo o IBGE, deixa o PIB no ponto mais alto da série. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB apresentou crescimento de 1,8%, em linha com a expectativa nessa base de comparação.
A leitura abrangeu um mês da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro e já afetou a inflação brasileira devido ao aumento dos preços do petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Aceleração da economia no início do ano
No entanto, analistas apontavam uma aceleração da economia no início do ano diante de ganhos na agropecuária e de um mercado de trabalho ainda resiliente.
Medidas que favorecem o consumo, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, também ajudam a sustentar a atividade, ainda que pese o elevado nível de endividamento das famílias, que levou o governo a lançar o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares.
Por sua vez, o Banco Central iniciou o afrouxamento da política monetária, já tendo reduzido a taxa básica de juros Selic duas vezes neste ano em 0,25 ponto percentual cada, a 14,50%.
“Mostra uma economia resistente a choques, passamos por vários choques nos últimos anos — pandemia, Ucrânia, tarifaço, crise climática no Rio Grande do Sul, petróleo agora, e mesmo assim o crescimento desde 2022 tem sido acima da média dos últimos 40 anos”, disse o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani.
SBT News






















































