Joseph Aoun visita Trump nesta semana em um encontro que pode influenciar os próximos desdobramentos da crise no Oriente Médio. O presidente do Líbano fará sua primeira viagem oficial à Casa Branca desde que assumiu o cargo e apresentará ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma proposta para desarmar o grupo Hezbollah e pressionar Israel a retirar suas tropas do território libanês.
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A reunião está marcada para terça-feira (21) e representa a primeira conversa presencial entre os dois líderes. Além disso, Aoun será o primeiro chefe de Estado libanês a visitar a Casa Branca em quase duas décadas, em meio a um cenário de elevada tensão entre Líbano, Israel e o Hezbollah.
Joseph Aoun visita Trump em momento de tensão
O encontro ocorre em um período considerado decisivo para o Líbano. Atualmente, tropas israelenses permanecem em uma faixa do sul do país, enquanto centenas de milhares de libaneses continuam deslocados em consequência dos confrontos registrados nos últimos meses.
O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, rejeita as negociações diretas conduzidas pelo governo libanês com Israel. O movimento também resiste às iniciativas do Estado para reduzir seu poder militar e desarmar seus combatentes.
Antes de assumir a Presidência, Joseph Aoun comandou o Exército libanês, instituição que recebeu apoio dos Estados Unidos durante sua gestão. Agora, ele tenta fortalecer a atuação do governo central e ampliar a estabilidade política e militar do país.
Plano prevê desarmamento do Hezbollah
Segundo informações divulgadas pelo gabinete presidencial libanês, Aoun levará a Donald Trump uma proposta formal por escrito sobre o desmantelamento do arsenal do Hezbollah. O documento também pretende reforçar a implementação do acordo firmado em 26 de junho, com mediação dos Estados Unidos.
Conforme o entendimento entre Líbano e Israel, o plano prevê o desarmamento gradual do Hezbollah, a retirada progressiva das tropas israelenses do território libanês e a criação de condições para uma relação mais estável entre os dois países.
Uma autoridade libanesa afirmou que o presidente acredita que Trump possui influência suficiente para pressionar Israel a cumprir os compromissos assumidos no acordo e colaborar para a recuperação da soberania do Líbano.
Na semana passada, Joseph Aoun declarou que solicitará ao presidente norte-americano “a pressão necessária sobre Israel” para garantir a execução integral do entendimento firmado entre os dois países.




















































