A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação “Cavalo de Troia”, que resultou na prisão de três homens, com idades entre 21 e 23 anos, investigados por envolvimento em um ataque armado ocorrido no município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital potiguar.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidas duas pistolas, diversas munições de diferentes calibres, porções de drogas, dinheiro e um veículo. O material apreendido será submetido aos procedimentos pertinentes e passará a integrar as investigações.
A investigação teve início após uma ação criminosa registrada na madrugada do dia 17 de julho de 2026, no Conjunto Sollares, em Extremoz. Na ocasião, homens armados invadiram uma residência após se apresentarem falsamente como policiais, estratégia utilizada para surpreender os moradores e facilitar o ingresso no imóvel.
Dois cães foram mortos
No local estavam mulheres e crianças, que foram expostas a disparos de arma de fogo, ameaças e violência. Durante a invasão, dois cães pertencentes aos moradores também foram mortos. Parte da ação criminosa foi filmada pelos próprios envolvidos e posteriormente divulgada em redes sociais e aplicativos de mensagens. Nas imagens, os autores aparecem procurando pessoas que associavam a uma organização criminosa rival e fazendo referências ao grupo criminoso ao qual afirmavam pertencer, utilizando a violência como forma de intimidação e demonstração de poder.
No decorrer das diligências, os policiais civis reuniram elementos que permitiram individualizar indícios contra os três investigados, apontados como integrantes da estrutura de apoio e logística relacionada ao ataque. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário.
Os três mandados de prisão preventiva foram cumpridos durante a operação. A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O nome “Cavalo de Troia” faz referência à estratégia de engano empregada durante a invasão. Segundo as investigações, os criminosos chegaram ao imóvel gritando “Polícia” e se apresentando falsamente como agentes de segurança, com o objetivo de reduzir a reação dos moradores e facilitar o acesso à residência. A denominação remete à utilização de uma falsa aparência para ultrapassar uma barreira de proteção e viabilizar a ação criminosa.
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Operação nacional
As investigações continuam com o objetivo de identificar os demais participantes, aprofundar a análise dos elementos arrecadados e esclarecer integralmente o planejamento, a execução, o transporte, o apoio e a fuga dos envolvidos.
A ação integra a Operação Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A iniciativa reúne unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país no enfrentamento integrado ao crime organizado.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reafirma seu compromisso com o enfrentamento às organizações criminosas e com a responsabilização dos envolvidos em todas as etapas das ações criminosas, incluindo planejamento, execução, transporte, apoio e logística.
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