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Lula sanciona incentivo fiscal para data centers

Presidente Lula deu aval ao reajuste de 15,04% do Bolsa Família nesta quinta-feira (17). Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15) a lei que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). A medida concede incentivos fiscais para empresas que instalarem ou ampliarem centros de processamento de dados no Brasil.

O programa era uma das prioridades do governo no Congresso. Agora, com a sanção, empresas poderão obter a suspensão de tributos federais por até cinco anos na aquisição de equipamentos destinados aos data centers.

Entre os tributos incluídos estão o Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e IPI. Dessa forma, o governo pretende reduzir os custos para a instalação e expansão da infraestrutura digital no país.

Como funciona o incentivo para data centers

O Redata oferece benefícios para empresas que cumprirem determinadas condições. Além da instalação ou expansão dos centros de dados, os projetos deverão atender a exigências relacionadas ao uso de energia e à eficiência no consumo de recursos.

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O programa também estabelece contrapartidas para as empresas beneficiadas. Entre elas, estão investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a prestação de parte dos serviços no mercado brasileiro.

Além disso, o governo pretende estimular o uso de fontes renováveis de energia. A medida também prevê exigências relacionadas ao uso eficiente da água.

Assim, o objetivo é ampliar a infraestrutura necessária para serviços digitais, computação em nuvem e inteligência artificial.

Governo prevê novos investimentos

De acordo com as estimativas divulgadas pelo governo, o programa pode contribuir para atrair entre R$ 500 bilhões e R$ 1 trilhão em investimentos no setor de data centers. O governo também busca reduzir a dependência de estruturas localizadas fora do país.

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Atualmente, uma parcela significativa dos dados brasileiros é processada em estruturas no exterior. Por isso, a expansão da infraestrutura nacional é tratada como uma questão estratégica para o desenvolvimento da economia digital.

Além disso, o setor avalia que a instalação de grandes centros de dados pode gerar investimentos e empregos em diferentes regiões.

Renúncia fiscal chega a R$ 5,2 bilhões

A criação do Redata também terá impacto nas contas públicas. Para 2026, a estimativa de renúncia fiscal chega a R$ 5,2 bilhões.

Nos anos seguintes, o valor previsto cai para aproximadamente R$ 1 bilhão. Dessa forma, o governo aposta que os investimentos gerados pelo programa compensem parte do custo dos incentivos.

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Por outro lado, as empresas que aderirem ao programa precisarão cumprir as exigências estabelecidas pela legislação. Caso contrário, poderão perder os benefícios e ter de ressarcir os valores, além de pagar multas.

Projeto passou pelo Congresso

O texto que criou o Redata avançou no Congresso ao longo de 2026. A Câmara dos Deputados aprovou a proposta em fevereiro. Depois disso, o Senado aprovou o projeto em 1º de setembro.

Agora, com a sanção presidencial, o governo poderá regulamentar os detalhes para a aplicação do regime.

A expectativa é que o programa aumente a capacidade brasileira de receber investimentos em computação em nuvem e inteligência artificial. Além disso, o governo busca fortalecer a infraestrutura digital e ampliar a capacidade nacional de processamento de dados.

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