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Justiça

Bolsonaro se torna réu: entenda os próximos passos do processo

Defesa de Bolsonaro solicita ao STF autorização para remoção de lesões na pele no dia 14, em regime ambulatorial e sem necessidade de internação.
Foto: Divulgação/Antonio Augusto/STF

Com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas passaram à condição de réus pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. A aceitação da denúncia marca o início de um processo judicial que pode resultar em condenação ou absolvição. Confira os próximos passos do caso.

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Abertura da Ação Penal

Com a aceitação da denúncia pelo STF, Bolsonaro e os demais acusados passarão a responder a uma ação penal na Corte Suprema. Os crimes imputados incluem:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado por violência e grave ameaça;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Coleta de Provas e Depoimentos

A próxima fase é a instrução processual, momento em que serão colhidos depoimentos, analisados documentos e realizadas perícias. A defesa poderá indicar testemunhas e apresentar novas provas para sustentar suas teses. Os depoimentos serão conduzidos por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Julgamento no STF

Após a fase de instrução, o processo seguirá para julgamento na Primeira Turma do STF. Os ministros da Turma decidirão se Bolsonaro e os demais réus serão condenados ou absolvidos. Ainda não há uma data definida para o julgamento, pois depende do andamento do processo. A definição da data cabe ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin.

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O colegiado é formado pelos ministros:

  • Cristiano Zanin (presidente);
  • Alexandre de Moraes (relator do processo);
  • Flávio Dino;
  • Cármen Lúcia;
  • Luiz Fux.

Possibilidade de Prisão

Segundo o entendimento do próprio STF, um réu só pode ser preso após a decisão final do julgamento, quando não houver mais possibilidade de recursos (trânsito em julgado). Até lá, os réus responderão ao processo em liberdade. A aplicação da pena também dependerá da gravidade da eventual condenação.

Com informações da Agência Brasil

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