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Novembro Azul alerta para alta mortalidade masculina

Foto: Pixabay

O Novembro Azul reforça, desde já, a urgência do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Embora o mês seja marcado por campanhas de conscientização, os números assustam. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, esse tipo de tumor deve se tornar o que mais mata homens no Brasil na próxima década. Além disso, os dados recentes mostram que a situação já está se agravando.

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Em apenas cinco anos, as mortes ultrapassaram 17 mil. Certamente, o avanço preocupa especialistas e reforça a importância da prevenção. O advogado Florestino Floriano é um exemplo de como a detecção precoce pode salvar vidas. Conforme relatou, um exame complementar revelou um nódulo suspeito. Depois disso, ele seguiu para a investigação e iniciou o tratamento no momento certo.

Novembro Azul e o cenário nacional

Hoje, o câncer de próstata representa 29% de todos os casos de câncer em homens no país. Segundo o INCA, são 16 mil novos diagnósticos por ano. Além disso, entre 2020 e 2024, os óbitos cresceram de 15.841 para 17.587. E ainda há a projeção de aumento contínuo. Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do RS, Ernani Rhoden, a doença deve ultrapassar o câncer de pulmão em mortalidade.

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O envelhecimento da população também influencia, já que a doença se torna mais comum com o avanço da idade. Por outro lado, regiões como Sul e Sudeste sentem impacto maior, pois concentram expectativa de vida mais elevada. Logo, o rastreio não pode ser ignorado. Os especialistas recomendam iniciar aos 50 anos — ou aos 45, no caso de homens negros ou com histórico familiar de pai ou irmão com o tumor.

Dois exames seguem essenciais: o PSA e o toque retal. Em contraste com o que muitos pensam, o toque permanece como o método mais preciso. Em 10% dos casos, o PSA sequer altera. Como resultado, o toque permite um diagnóstico mais assertivo.

Entre os sintomas mais frequentes estão sangue na urina ou no sêmen, aumento da frequência urinária e fluxo fraco. Eventualmente, o tratamento pode ser medicamentoso, mas a cirurgia ainda é comum, muitas vezes com uso de robótica, o que agiliza a recuperação. Enfim, Florestino retomou a rotina e hoje incentiva outros homens a não adiarem os cuidados.

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