O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não precisa fazer esforço para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perceba diferenças entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu em entrevista publicada neste domingo (17) pelo jornal norte-americano The Washington Post.
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Na convers, Lula defendeu uma relação pragmática entre Brasil e Estados Unidos. Além disso, ele ressaltou que divergências ideológicas não impedem o fortalecimento das relações diplomáticas e econômicas entre os dois países. E comentou que nunca tentou interferir na relação pessoal entre Trump e Bolsonaro. Segundo o presidente brasileiro, a prioridade sempre foi mostrar que os Estados Unidos podem ter ganhos estratégicos mantendo diálogo com o atual governo brasileiro.
“Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é o problema dele”, afirmou Lula durante a entrevista. Em seguida, o presidente acrescentou que não precisa convencer Trump sobre sua capacidade política. “Ele já sabe disso”, declarou.
Lula fala sobre Trump e relação com os EUA
O Washington Post destacou que a relação entre Lula e Trump melhorou nos últimos meses. Conforme a publicação, a aproximação ganhou força após um encontro casual entre os dois líderes durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado.
Na ocasião, o ambiente diplomático começou a mudar após um período marcado por tensões entre os governos. Anteriormente, os Estados Unidos haviam adotado medidas duras contra autoridades brasileiras, incluindo sanções e aplicação da Lei Magnitsky.
Entretanto, segundo o jornal, Trump passou a utilizar um tom mais amistoso ao se referir a Lula. O republicano chegou a classificar o presidente brasileiro como “dinâmico” e “inteligente”.
Além disso, Lula afirmou ao jornal que espera ampliar o diálogo com os Estados Unidos em temas ligados à democracia, paz internacional e cooperação multilateral. Apesar disso, o presidente reconheceu que existem desafios no relacionamento diplomático.
“Será difícil? Sim. Mas se eu não acreditasse na persuasão, não estaria na política”, declarou.
Governo brasileiro acompanha cenário internacional
Outro ponto abordado na entrevista foi a preocupação do governo brasileiro com possíveis intervenções internacionais em países da América Latina. Lula afirmou que não acredita em ações semelhantes no Brasil, citando episódios recentes envolvendo Venezuela e Cuba.






















































