O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir de outubro de 2026. Com a atualização, o valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691. Além disso, o benefício médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. O governo oficializou a correção por meio do Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 17 de setembro.
Leia também:
Banco Central libera Pix Automático em conta-salário a partir de 2027
A correção considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, esta é a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023.
Os novos valores terão efeito financeiro a partir de 1º de outubro e serão pagos na folha correspondente ao mês. Portanto, o primeiro pagamento com a atualização ocorrerá em 19 de outubro, conforme o calendário oficial.
Bolsa Família: veja o calendário de outubro
O calendário do Bolsa Família segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. Dessa forma, os pagamentos são distribuídos ao longo de dez dias do mês.
Confira as datas:
| Final do NIS | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3 | 21 de outubro |
| 4 | 22 de outubro |
| 5 | 23 de outubro |
| 6 | 26 de outubro |
| 7 | 27 de outubro |
| 8 | 28 de outubro |
| 9 | 29 de outubro |
| 0 | 30 de outubro |
Assim, os pagamentos começam em 19 de outubro para quem tem NIS terminado em 1 e terminam em 30 de outubro para quem possui NIS final 0. O beneficiário pode consultar a data pelo último número do NIS registrado no cartão.
Quais são os novos valores?
O reajuste também altera os valores dos benefícios que formam o programa. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
Já o Benefício Primeira Infância, destinado às famílias com crianças de zero a sete anos incompletos, sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança. Por outro lado, o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que atenda aos critérios do programa.
Além disso, o Benefício Complementar garante que a soma das parcelas recebidas pela família alcance pelo menos R$ 691. Por isso, o valor mínimo não significa que todas as famílias receberão exatamente essa quantia. O pagamento final depende da composição familiar e dos benefícios adicionais aplicáveis a cada caso.
Quais são os novos valores?
O reajuste também altera os valores dos benefícios que formam o programa. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
Já o Benefício Primeira Infância, destinado às famílias com crianças de zero a sete anos incompletos, sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança. Por outro lado, o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que atenda aos critérios do programa.
Além disso, o Benefício Complementar garante que a soma das parcelas recebidas pela família alcance pelo menos R$ 691. Por isso, o valor mínimo não significa que todas as famílias receberão exatamente essa quantia. O pagamento final depende da composição familiar e dos benefícios adicionais aplicáveis a cada caso.
Reajuste passa por análise no STF
Após a publicação do decreto, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da validade da atualização diante das regras eleitorais. O pedido argumentou que a medida representa uma correção monetária de um programa social já existente, e não a criação de um novo benefício.
Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes reconheceu a validade do decreto. Segundo a decisão, o reajuste não altera os critérios de elegibilidade nem amplia o número de beneficiários, mas atualiza os valores das parcelas com base em um critério objetivo de correção monetária.
Impacto nas contas públicas
A atualização também terá impacto no orçamento federal. Durante a apresentação do reajuste, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção considera a inflação acumulada medida pelo INPC.
Segundo os cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio deverá passar de R$ 675 para R$ 777. O Executivo também deverá ajustar a proposta orçamentária de 2027 para incorporar os efeitos financeiros da atualização.
Com a mudança, os beneficiários devem observar o final do NIS e consultar o calendário oficial antes de realizar o saque ou movimentar o dinheiro.






















































