O senador Renan Calheiros (MDB-AL) não conseguiu se reeleger neste domingo (4) e deixará o Senado após 32 anos consecutivos na Casa. O parlamentar terminou a disputa em terceiro lugar. Às 21h30, com 97,42% das urnas apuradas, ele tinha 22,32% dos votos.
As duas vagas de Alagoas no Senado ficaram com Arthur Lira (PP), com 28,86% dos votos, e Marina JHC (PSDB), que recebeu 28,16%.
A derrota encerra uma sequência de quatro mandatos consecutivos do emedebista no Senado. Renan chegou à Casa em 1995 e foi reeleito em 2002, 2010 e 2018. O mandato atual termina em 2027.
Caso conquistasse uma das duas vagas em disputa neste ano, Renan chegaria a 40 anos consecutivos no Senado e se tornaria o senador com a trajetória mais longeva na Casa desde a redemocratização.
José Sarney acumulou cinco mandatos pelo Maranhão e pelo Amapá, mas parte de sua passagem pelo Senado, entre 1971 e 1985, ocorreu durante a ditadura militar. Outro nome de destaque na história da Casa, Ruy Barbosa exerceu cinco mandatos pela Bahia durante a República Velha, após ser eleito em 1890, 1892, 1897, 1906 e 1915.
Quatro mandatos consecutivos
Renan Calheiros chegou ao Senado em fevereiro de 1995. Desde então, permaneceu na Casa por quatro mandatos consecutivos: de 1995 a 2003, de 2003 a 2011, de 2011 a 2019 e de 2019 a 2027.
Ao longo desse período, foi eleito presidente do Senado em quatro ocasiões, em 2005, 2007, 2013 e 2015.
Em 2007, em meio a um processo que poderia levar à cassação de seu mandato, Renan renunciou à presidência do Senado. Posteriormente, foi absolvido pelo plenário.
Renan foi relator da CPI da Covid, em 2021, instalada para investigar a atuação do governo federal durante a pandemia. O relatório final aprovado pela comissão pediu 80 indiciamentos, incluindo o do então presidente Jair Bolsonaro.

























































