A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta sexta-feira (08), a “Operação Um5sete”, ação interestadual voltada ao cumprimento de mandados de prisão contra investigados, com idades entre 20 e 42 anos, suspeitos da prática dos crimes de roubo majorado, extorsão qualificada, associação criminosa e receptação qualificada. As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Uberlândia/MG, João Pessoa/PB, Natal/RN, Parnamirim/RN, Ceará-Mirim/RN e Extremoz/RN. Ao todo, 23 investigados foram alvos da operação. Até o momento, 14 pessoas foram presas, sendo uma delas autuada em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas.
Em uma das investigações, a Polícia Civil apurou a atuação de uma associação criminosa responsável por um roubo com restrição da liberdade ocorrido na Via Costeira, em Natal. Na ocasião, as vítimas foram abordadas por criminosos armados que utilizaram um veículo de apoio para interceptá-las.
As vítimas permaneceram sob o poder dos suspeitos durante toda a madrugada, sendo levadas para diferentes pontos da cidade, ameaçadas de morte e obrigadas, mediante violência e grave ameaça, a fornecer senhas bancárias, biometria facial e digital para realização de transferências via PIX. Durante a ação criminosa, os investigados mantiveram contato constante com terceiros para disponibilização de contas bancárias utilizadas no recebimento dos valores extorquidos.
Em outra investigação, a Polícia Civil identificou a atuação de integrantes de associação criminosa envolvidos em roubos praticados contra motoristas por aplicativo na cidade de Natal. Em um dos casos apurados, a vítima foi atraída por meio de uma corrida solicitada em uma plataforma e, durante o trajeto, foi rendida por três criminosos armados, que anunciaram o assalto, amarraram suas mãos e a mantiveram sob restrição de liberdade enquanto circulavam por diversos bairros da capital. Durante a ação criminosa, os suspeitos ainda tentaram praticar outro roubo em um estabelecimento comercial antes de abandonarem a vítima em um local ermo.
Quanto aos crimes de roubos a residências e receptação de objetos roubados, a investigação teve início após a apuração de diversos arrastões registrados entre os anos de 2024 e 2025. Durante as diligências, foram identificados integrantes responsáveis pelos roubos, bem como criminosos encarregados da receptação e comercialização dos bens subtraídos pelas associações criminosas. Entre os investigados, está um homem que oferecia ilegalmente uma arma de fogo pertencente a um delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, vítima de um dos arrastões investigados.
Um dos investigados alvos da operação já havia morrido anteriormente em confronto com a Polícia Militar, após fugir em um veículo roubado durante outra ação criminosa.
Nome da operação
O nome da operação faz referência ao artigo 157 do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de roubo. A denominação simboliza o foco da investigação no combate a associações criminosas envolvidas em roubos de veículos, extorsões e outros crimes patrimoniais praticados com violência e grave ameaça.





















































