O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro admitiu nessa sexta-feira (15) ter atuado como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, obra que vai retratar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem estreia prevista para setembro. Além disso, ele reagiu a uma reportagem publicada pelo site Intercept Brasil que aponta sua participação direta na gestão financeira do projeto cinematográfico.
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Segundo a publicação, Eduardo assinou, em dezembro de 2024, um contrato com a produtora Go Up Entertainment ao lado do deputado federal Mário Frias (PL-SP). O documento concederia aos dois poderes para atuar diretamente no orçamento e na administração do filme.
A reportagem também afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado ao menos R$ 61 milhões para viabilizar a produção. Conforme a investigação, o custo estimado da obra varia entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões, valor considerado elevado para padrões recentes do cinema internacional.
Eduardo Bolsonaro nega irregularidades
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro negou ter recebido recursos de Daniel Vorcaro ou do fundo utilizado para financiar parte do projeto nos Estados Unidos. Segundo ele, não houve qualquer irregularidade na produção do filme.
Além disso, o ex-deputado acusou o Intercept Brasil de promover um “vazamento seletivo” de informações com o objetivo de prejudicar sua imagem e a do senador Flávio Bolsonaro.
Durante a declaração, Eduardo afirmou que participou inicialmente do projeto para garantir a permanência de um diretor de Hollywood ligado à produção. De acordo com ele, o risco financeiro inicial foi assumido pessoalmente por meio de recursos arrecadados pela plataforma “Ação Conservadora”.
“A gente conseguiu segurar um diretor de Hollywood por dois anos com esse contrato”, afirmou o ex-parlamentar. Segundo ele, posteriormente surgiu um grupo de investidores que passou a financiar a obra, reduzindo sua participação executiva no projeto.
Investigação cita movimentações financeiras
A investigação mencionada pela reportagem aponta que recursos ligados ao financiamento do filme passaram por empresas e fundos sediados nos Estados Unidos. Além disso, o texto cita movimentações financeiras envolvendo a empresa Entre Investimentos e o Banco Master.
Dados apresentados pelo SBT News indicam que as empresas movimentaram R$ 203 milhões em um único dia, conforme relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Eduardo Bolsonaro sustenta que atualmente possui apenas direitos relacionados à representação de sua imagem na obra cinematográfica. Segundo ele, sua função executiva terminou após a reorganização financeira do projeto.






















































