O governo dos Estados Unidos anunciou que vai classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.
A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e começará a valer a partir de 5 de junho de 2026.
Segundo o comunicado oficial, os dois grupos passarão a integrar a lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs). Além disso, o governo norte-americano pretende enquadrar as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).
Governo dos EUA cita violência e atuação internacional
No comunicado, o Departamento de Estado afirmou que o PCC e o Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil.
Além disso, o governo norte-americano declarou que as facções possuem atuação além das fronteiras brasileiras, com influência em outros países da América Latina e ligação com redes ilícitas internacionais.
Segundo as autoridades dos EUA, os grupos criminosos comandam milhares de integrantes e participam de ataques contra policiais, agentes públicos e civis.
A medida pode ampliar sanções financeiras e restrições internacionais contra pessoas e empresas associadas às organizações.
Decisão ocorreu após visita de Flávio Bolsonaro
O anúncio ocorreu após a visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca, nos Estados Unidos.
Entretanto, o governo norte-americano não confirmou relação direta entre a visita e a decisão anunciada pelo Departamento de Estado.
Nos bastidores, o tema vinha sendo discutido por autoridades brasileiras e norte-americanas diante do avanço das facções criminosas e do aumento das operações internacionais contra organizações ligadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Classificação pode ampliar cooperação internacional
Especialistas apontam que a classificação como organização terrorista pode fortalecer a cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Além disso, a medida permite bloqueio de bens, sanções econômicas e restrições financeiras contra pessoas ou grupos ligados às facções.
Até o momento, o governo brasileiro não divulgou posicionamento oficial sobre a decisão das autoridades norte-americanas.






















































