O caso envolvendo PCC e CV ganhou um novo desdobramento neste sábado (30). O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que a Corte investigue a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do comunicador Paulo Figueiredo nos Estados Unidos.
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Segundo o parlamentar, a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano pode ter relação com ações políticas desenvolvidas por integrantes do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, Lindbergh argumenta que a medida pode impactar a cooperação penal entre Brasil e Estados Unidos.
De acordo com o documento apresentado ao STF, o enquadramento das facções como organizações terroristas poderia alterar a forma como informações sensíveis são compartilhadas entre os dois países. Por isso, o deputado defende uma investigação mais ampla sobre os fatos.
PCC e CV motivam novo pedido ao STF
Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, Lindbergh sustenta que a nova classificação atribuída ao PCC e CV pode deslocar o tratamento das informações para a esfera da segurança nacional dos Estados Unidos.
O parlamentar questiona se integrantes da família Bolsonaro e aliados teriam atuado para influenciar o enquadramento jurídico da cooperação internacional. Conforme o texto apresentado, a intenção seria verificar se houve alguma tentativa de interferência em investigações financeiras relacionadas a pessoas próximas ao ex-presidente.
Ainda segundo Lindbergh, a apuração deve esclarecer eventuais conexões entre ações políticas realizadas em território norte-americano e investigações conduzidas por autoridades brasileiras.
Pedido envolve inquérito sobre suposta coação
O deputado também pediu que os novos fatos sejam incorporados ao inquérito que investiga suposta tentativa de coação relacionada ao julgamento da chamada trama golpista. A investigação tramita no STF e tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Anteriormente, Lindbergh já havia solicitado a ampliação do escopo desse mesmo inquérito. Na ocasião, o parlamentar pediu que fossem analisadas possíveis conexões entre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior.
O pedido menciona negociações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou o tema para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre eventuais medidas.





















































