A oposição conquistou a maioria das 81 cadeiras no Senado Federal neste domingo (4), com 45 nomes alinhados ao bolsonarismo eleitos em todo o país, segundo cálculos do SBT News.
Agora, a oposição fica a 9 votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Já a base governista cairá dos atuais 38 senadores para 26 nomes. Outros 10 flutuam entre os lados e não têm posição definida.
A maior bancada será do Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, com 28 senadores. A Federação entre União Brasil e PP terá 12 cadeiras. O Partido dos Trabalhadores (PT), de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguirá com 9.
O PSD de Gilberto Kassab foi o partido que mais encolheu: passou de 14, a segunda maior bancada, para cinco. Já o MDB perdeu uma cadeira e agora tem oito senadores.
A conta considera a eleição dos senadores Sergio Moro (PL) para o governo do Paraná e de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o de Minas Gerais. Os suplentes são do União Brasil e do PL, respectivamente.
Como fica a nova bancada do Senado por partido:
- PL: 28 (eram 15);
- União-PP: 12 (eram 11);
- PT: 9 (eram 9);
- MDB: 8 (eram 9);
- PSD: 5 (eram 14);
- Republicanos: 5 (eram 6);
- PSB: 4 (eram 6);
- Novo: 3 (era 0);
- PODEMOS: 2 (eram 3);
- PSDB: 2 (eram 4);
- PDT: 1 (eram 2);
- REDE: 1 (era 0);
- Sem partido: 1 (era 1).
A expansão fortalece o PL e a direita na articulação para acuar o Supremo e conseguir aprovar uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos do 8 de Janeiro. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo em crimes de responsabilidade, mas a condenação exige os votos de dois terços dos 81 senadores.

























































