O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) que o Brasil teria mais motivos para aumentar tarifas sobre produtos norte-americanos do que os Estados Unidos para taxar mercadorias brasileiras. A declaração ocorreu após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor uma tarifa de 25% sobre importações vindas do Brasil.
Ao comentar a medida, Lula contestou os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar a cobrança. Segundo o presidente, os Estados Unidos registram superávit comercial na relação com o Brasil há vários anos.
De acordo com Lula, dados acumulados dos últimos 15 anos apontam saldo positivo superior a US$ 415 bilhões para os norte-americanos. Por isso, ele afirmou que não haveria justificativa econômica para a adoção de novas barreiras comerciais contra produtos brasileiros.
Além disso, o presidente lembrou que, durante discussões comerciais anteriores, o governo brasileiro enviou informações e documentos para contestar alegações de déficit dos Estados Unidos na balança comercial bilateral.
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Tarifa ainda depende de decisão final
A proposta apresentada pelo USTR ainda aguarda uma decisão definitiva do governo dos Estados Unidos. Caso seja aprovada, a medida poderá atingir diferentes setores da economia brasileira que exportam para o mercado norte-americano.
Enquanto isso, autoridades brasileiras acompanham as negociações e avaliam possíveis impactos para empresas e produtores nacionais.
Por outro lado, Lula defendeu a ampliação do diálogo entre os dois países para evitar novas restrições comerciais. Segundo ele, as relações econômicas devem ocorrer com base em dados concretos e no equilíbrio das negociações.
A discussão sobre tarifas ganhou força após novas sinalizações do governo dos Estados Unidos sobre a revisão de políticas comerciais envolvendo parceiros internacionais.




















































