Ataques a palestinos voltaram ao centro das discussões internacionais após a divulgação de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que acusa autoridades israelenses de oferecerem apoio e proteção a colonos envolvidos em ações violentas contra palestinos na Cisjordânia ocupada. Além disso, o documento também aponta que o Hamas cometeu crimes de guerra em episódios registrados entre 2024 e 2025, reforçando que violações do direito internacional ocorreram em ambos os lados do conflito.
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Segundo a Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado, o aumento da violência na Cisjordânia ocorreu em um cenário de impunidade. Além disso, os investigadores afirmam que forças de segurança israelenses acompanharam colonos durante ataques e, em diversas situações, atuaram como proteção para os agressores.
Ataques a palestinos cresceram desde 2023
De acordo com a investigação, os ataques promovidos por colonos israelenses cresceram cerca de 130% desde 2023. Conforme o relatório, grupos mascarados invadiram vilarejos e propriedades agrícolas, provocando mortes, feridos e deslocamentos de moradores palestinos.
Além disso, a comissão afirma que autoridades israelenses favoreceram essas ações por meio de apoio financeiro, militar e da ausência de responsabilização efetiva. O documento sustenta que o sistema judicial e os órgãos de segurança contribuíram para um ambiente de impunidade.
Israel rejeita as acusações. O governo israelense afirma que episódios de violência praticados por colonos representam casos isolados, incompatíveis com os protocolos militares, e sustenta que esses incidentes são investigados pelas autoridades competentes.
Entretanto, organizações israelenses e palestinas de direitos humanos contestam essa versão. Segundo essas entidades, poucas investigações resultam em punições efetivas aos responsáveis.
A comissão também registrou denúncias de agressões físicas, sequestros e abusos contra crianças palestinas. Conforme o relatório, o envolvimento frequente das forças de segurança nos episódios enfraquece a distinção entre militares e colonos durante as ações na Cisjordânia.
Relatório também acusa Hamas de crimes de guerra
Além das acusações envolvendo Israel, o relatório dedica parte significativa à atuação do Hamas na Faixa de Gaza. Segundo os investigadores, integrantes ligados ao grupo participaram de pelo menos 60 casos documentados de execuções e violência física grave entre 2024 e 2025.
Conforme a comissão, algumas vítimas sofreram espancamentos com barras metálicas, enquanto outras foram executadas sob acusações de colaboração com Israel ou de envolvimento em saques de ajuda humanitária. Em dois episódios, 11 homens foram mortos publicamente.
O documento reafirma que os ataques de 7 de outubro de 2023, realizados pelo Hamas e outros grupos armados contra Israel, configuram crimes de guerra. Na ocasião, cerca de 1.200 pessoas morreram, centenas foram sequestradas e diversas propriedades foram destruídas.
A ofensiva militar israelense lançada após esses ataques provocou dezenas de milhares de mortes na Faixa de Gaza e destruiu grande parte da infraestrutura do território, ampliando a crise humanitária na região.




















































