A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 3º Distrito Naval, coordenou uma operação de busca e salvamento que resultou no resgate do navio-tanque “NW AIDARA”, que estava à deriva há quase dois meses no Oceano Atlântico. A operação foi conduzida pelo Salvamar Nordeste, sediado em Natal, que passou a monitorar a embarcação após ela entrar na área de responsabilidade brasileira.
Navio ficou à deriva após falha mecânica
O navio, de bandeira de Togo, ficou à deriva desde o dia 5 de fevereiro após uma falha no sistema hidráulico. A embarcação, com 11 tripulantes, perdeu o controle após o rompimento de uma mangueira hidráulica, que provocou vazamento de óleo e danos no leme.
Sem comunicação via satélite e com escassez de alimentos, a situação passou a representar risco à tripulação e também potencial impacto ambiental.
Operação foi coordenada a partir de Natal
A operação foi coordenada pelo Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo de Natal, que acompanhou a embarcação a cerca de 675 milhas náuticas da costa brasileira, aproximadamente 1.250 quilômetros.
Sob orientação do MRCC Natal, o navio mercante “YK NEWPORT” se aproximou da embarcação para fornecer água e mantimentos à tripulação.
Mesmo assim, o navio continuou à deriva e passou a se deslocar em direção ao litoral nordestino.
Rebocador saiu do Porto de Natal
Diante do risco, a Marinha mobilizou o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo, que desatracou do Porto de Natal para realizar o salvamento da embarcação.
Também participaram da operação:
- Navio-Patrulha Oceânico Araguari
- Corveta Caboclo
- Navio Mercante YK NEWPORT
Após o reboque, o navio foi conduzido com segurança até o Porto de Fortaleza.
Tripulação foi resgatada com segurança
O navio-tanque chegou ao Porto de Fortaleza no dia 27 de março, com os 11 tripulantes em segurança, encerrando a operação de busca e salvamento.
Segundo o vice-almirante Jorge José de Moraes Rulff, a operação evitou riscos maiores.
“As ações resultaram no salvamento do navio, na segurança da navegação e na prevenção da poluição hídrica. O principal êxito foi a preservação das 11 vidas”, afirmou.
A Marinha destacou que a operação contou ainda com o monitoramento contínuo realizado a partir do Rio Grande do Norte, reforçando a importância estratégica do estado nas ações de busca e salvamento marítimo.






















































