O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou 25 pessoas apontadas como integrantes da cúpula do Sindicato do Crime no Rio Grande do Norte. A denúncia foi recebida pela Justiça, tornando todos os investigados réus em um processo criminal.
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A ação é resultado das investigações da operação Treme Tudo, deflagrada em 10 de dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção criminosa. Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.
Além dos 25 integrantes da organização, o MPRN também denunciou uma advogada suspeita de atuar no repasse de informações e ordens para crimes ligados à facção.
Os denunciados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa armada, associação para o tráfico de drogas, comércio clandestino de armas de fogo e lavagem de capitais.
Estrutura da facção criminosa
Segundo o MPRN, a organização possui uma estrutura hierárquica piramidal, dividida entre níveis de comando e execução. No topo estaria a chamada “Final”, composta pelos fundadores do grupo.
Logo abaixo funciona o Conselho Estadual, conhecido como CBF, responsável pelas decisões estratégicas e autorizações de execuções.
Entre os apontados como líderes está Alligueiton Patrício de Araújo, conhecido como “Ponta” ou “Adidas”. Conforme a denúncia, ele exerceria liderança dentro do conselho da facção.
Outros investigados também ocupavam posições de liderança em bairros e regiões específicas do estado, atuando na arrecadação financeira, tráfico de drogas e logística operacional.
Facção tinha setores especializados
As investigações apontaram ainda que a organização criminosa mantinha setores especializados para controle financeiro, cadastro interno, circulação de ordens e gerenciamento de dívidas.
O grupo também teria uma estrutura chamada “Sintonia dos Gravatas”, formada por advogados suspeitos de intermediar mensagens entre líderes presos e integrantes em liberdade.
A advogada Sandra Cássia Moura Caetano foi presa em flagrante no dia da operação Treme Tudo. Segundo o MPRN, ela estava com “catataus”, bilhetes usados para transmissão de ordens criminosas.
Ela responde pelos crimes de integrar organização criminosa armada e embaraçar investigações.
Ligações com facções de outros estados
As investigações revelaram alianças entre o Sindicato do Crime e facções de outros estados, como Nova Okaida, GDE, ADE, BDM e TCP.
O processo também aponta ligação com o Comando Vermelho no Amazonas. Conforme a denúncia, Josue Moraes de Almeida, conhecido como “Gatiado”, seria fornecedor de drogas para o grupo potiguar.
Justiça mantém prisões preventivas
Com o recebimento da denúncia, a Justiça manteve a prisão preventiva de 15 réus para garantia da ordem pública.
Alguns acusados seguem foragidos, entre eles Rodrigo Rodrigues Salviano, Arthur Kelwen e Luciano Ferreira da Silva.
O processo agora seguirá para a fase de citação dos réus e apresentação das respostas à acusação.
O MPRN também pediu o perdimento de bens, veículos e valores apreendidos durante a operação, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.






















































