O governo federal convocou uma reunião de emergência para discutir uma reação aos Estados Unidos. Durante a madrugada o Representante Comercial americano (USTR) anunciou uma proposta de tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais.
Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agendas em Goiás, a reunião será comandada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Os ministros Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (MDIC)e Miriam Belchior (Casa Civil) foram convocados. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em viagem oficial à China e será representado por auxiliares.
As equipes técnicas de cada ministério estão analisando o relatório do USTR desde as primeiras horas da manhã. Em conversas reservadas, ministros ressaltam que, apesar do revés, o documento oficial já trouxe uma ampla gama de exceções ao possível tarifaço e cita as negociações travadas pelo Brasil.
Daqui para frente, no front político, o governo jogará a “culpa” da proposta de tarifaço no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve na Casa Branca na semana passada. Já no front pragmático, ministros da área econômica tentarão ao menos modular as possíveis novas taxas antes da sua implementação.
Nos próximos 30 dias, o USTR receberá manifestações por escrito de empresas, associações e interessados no assunto. No dia 6 de julho, o órgão comercial realizará uma audiência em Washington para ouvir os argumentos de representantes de diversos setores sobre o impacto das medidas propostas. O governo brasileiro conta com a pressão do empresariado nessas oitivas.
SBT News





















































