Flávio e Marinho criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 30 dias as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026. As manifestações ocorreram após a divulgação da nova determinação judicial anunciada na sexta-feira (17).
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Moraes proíbe visitas políticas a Bolsonaro
Além disso, Moraes determinou que Bolsonaro não poderá divulgar manifestos de conteúdo político-eleitoral nem permitir que terceiros publiquem esse tipo de mensagem em seu nome, independentemente do meio utilizado. A decisão foi tomada após o ministro entender que houve descumprimento das condições impostas à prisão domiciliar humanitária do ex-presidente.
Flávio e Marinho contestam restrições
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a decisão como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. Segundo ele, as medidas representam uma “vingança” e têm como objetivo impedir uma eventual volta de um integrante da família Bolsonaro à Presidência da República.
Flávio afirmou que a decisão restringe direitos do ex-presidente, como receber familiares, manter comunicação e escolher livremente seus advogados. As declarações foram divulgadas pouco depois da publicação da decisão do STF.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também criticou a medida. Em nota oficial, o parlamentar classificou a decisão como “extravagante, inusitada e sem precedentes”.
Segundo Marinho, as restrições impostas por Alexandre de Moraes são incompatíveis com o Estado Democrático de Direito e representam um “silenciamento político”. Além disso, o senador afirmou que as medidas não impedem o vínculo entre Bolsonaro e seus apoiadores.
Senador compara situação de Bolsonaro à de Lula
Na nota divulgada à imprensa, Rogério Marinho comparou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso.
Conforme o parlamentar, Lula recebeu visitas e divulgou manifestações políticas enquanto cumpria pena. Dessa forma, Marinho argumentou que Bolsonaro deveria ter tratamento semelhante. O senador também afirmou acreditar que a normalidade democrática será restabelecida quando os eleitores puderem decidir livremente nas urnas.
Entenda a decisão de Alexandre de Moraes
Na sexta-feira (17), Alexandre de Moraes determinou que Jair Bolsonaro não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições gerais de 2026. Além disso, o ministro suspendeu, por 30 dias, o direito de visitas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária.
Durante esse período, apenas médicos, fisioterapeutas e advogados permanecem autorizados a entrar na residência de Bolsonaro.
Segundo Moraes, a decisão foi motivada pela divulgação, nas redes sociais, de uma carta manuscrita do ex-presidente publicada pelo senador Flávio Bolsonaro. Para o ministro, o episódio representou descumprimento das condições impostas para a manutenção da prisão domiciliar.



















































