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Injúria racial leva Justiça a decretar prisão de argentino

Foto: Reprodução

A injúria racial praticada contra dois jovens em um restaurante na Praia de Morro de São Paulo, no município de Cairu, motivou a decretação da prisão preventiva do argentino Sebastian Fernando Ayala. A decisão foi tomada pela Justiça da Bahia neste sábado (18), após pedido apresentado pela Polícia Civil com base nas investigações conduzidas sobre o caso.

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Segundo o inquérito policial, o suspeito teria cometido o crime logo após a transmissão de uma partida da Copa do Mundo. Além disso, as investigações apontam que ele fez gestos simulando um macaco em direção a dois homens, de 20 e 22 anos. Após a repercussão do episódio, o investigado deixou o Brasil e retornou à Argentina, onde passou a ser considerado foragido da Justiça brasileira.

O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, principalmente porque a ação foi registrada em vídeo por pessoas que estavam no estabelecimento.

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Injúria racial ocorreu após jogo da Copa do Mundo

De acordo com as investigações, o restaurante estava lotado de turistas que acompanhavam a semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina. Entre os frequentadores havia um grupo de argentinos.

Conforme relatos reunidos pela Polícia Civil, após o término da partida, Sebastian Fernando Ayala teria dirigido ofensas aos dois jovens brasileiros por meio de gestos de cunho racista. Além disso, testemunhas confirmaram que o suspeito simulou movimentos associados à figura de um macaco, atitude considerada crime de injúria racial pela legislação brasileira.

As imagens gravadas por clientes do restaurante circularam rapidamente nas redes sociais e contribuíram para identificar o investigado.

Justiça determina medidas para captura

Ao analisar o pedido da Polícia Civil, a Justiça da Bahia concluiu que existem elementos suficientes para comprovar a materialidade do crime e indícios de autoria. Dessa forma, decretou a prisão preventiva do investigado.

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A decisão determina que sejam adotadas as providências legais necessárias para localizar e prender o suspeito, inclusive com o acionamento de órgãos internacionais competentes, já que ele deixou o território brasileiro após o episódio.

Enquanto isso, a Polícia Civil dará continuidade às investigações e adotará as medidas previstas para viabilizar o cumprimento da ordem judicial.

A injúria racial é considerada crime pela legislação brasileira e prevê sanções penais para quem ofender a dignidade ou o decoro de uma pessoa em razão de sua raça, cor, etnia ou origem.

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